Um dos momentos mais curiosos da vida é o instante imediatamente anterior ao de grandes coisas, grandes eventos que ficaram no nosso espaço, na nossa alma, naquilo que chamamos de nossa vida. Todos têm seus grandes momentos, nem que tenham sido brevíssimos, mas todos têm seus grandes momentos, e o instante imediatamente anterior aos maravilhosos instantes da minha vida me interessam de sobremaneira. Quero sempre me lembrar de como eu via alguém antes que este alguém se tornasse importante pra mim, do que eu sentia pra querê-lo perto, do que eu fiz para trazê-lo para perto ou de como caminhei para ir para perto. Quero entender como e por qual razão comecei a estudar tal coisa, como e por qual razão ouvi uma dada música que se tornou tao significativa. O interessante é que nem sempre a gente consegue resgatar este instante anterior, exatamente porque no momento eles são como qualquer outro, o que se constrói a partir dali é que parece determinar a importância desta fração de minutos ou horas.
E assim foi neste fim de semana. A Paola, amiga há exatos 12 anos, veio me visitar aqui em Colônia e naturalmente pensei pouco antes de ela chegar: „Quando eu olhava pra ela na sexta série nem imaginava que ela fosse participar de um momento tao meu como esse.“. Naquela época sequer me passava pela cabeça que em 12 anos eu estaria aqui e muito menos me passava pela cabeça que ela, com quem só trocava „ois“, pudesse estar aqui. A gente viveu uma série de coisas até 2001, ano em que ela veio para os lados de cá. Fiquei pensando, então, nas coisas que a trouxeram pra cá, nas que me trouxeram pra cá e, sobretudo, nas que nos fizeram manter o contato e a amizade. Apesar do convívio constante no tempo do colégio, estes três dias em Colônia foram a primeira coisa que a gente fez em dupla, porque o dia em que eu dormi na casa dela ela esqueceu, então não conta!
Uma das coisas mais interessantes ao encontrar alguém depois de tanto tempo são as diferenças que saltam. Ou que não saltam! Segundo ela, tirando o cabelo curto e a segurança (!), estou do mesmo jeito. Ela, pra mim, tirando a linguagem corporal de européia que incorporou, continua do mesmo jeito. Por outro lado, como a gente conversou coisas que nunca conversou com 12 ou 15 anos! E como a gente riu das besteiras de 12 e 15 anos! Diferenças que saltaram e que me fizeram muito bem.
Hoje ela foi embora e estou aqui vivenciando aquela nostalgia do primeiro dia depois de uma despedida, mas amanha passa! Como não poderia ser diferente e pra deixar com cara de filme, a gente combinou um encontro daqui a exatos 12 anos. Mesmo sem saber o que de fato vai acontecer daqui pra lá, gostaria muito de poder ver as diferenças que saltarão ou não saltarão depois dos próximos 12 anos.
Susy Almeida
Colônia, 05.10.08
E assim foi neste fim de semana. A Paola, amiga há exatos 12 anos, veio me visitar aqui em Colônia e naturalmente pensei pouco antes de ela chegar: „Quando eu olhava pra ela na sexta série nem imaginava que ela fosse participar de um momento tao meu como esse.“. Naquela época sequer me passava pela cabeça que em 12 anos eu estaria aqui e muito menos me passava pela cabeça que ela, com quem só trocava „ois“, pudesse estar aqui. A gente viveu uma série de coisas até 2001, ano em que ela veio para os lados de cá. Fiquei pensando, então, nas coisas que a trouxeram pra cá, nas que me trouxeram pra cá e, sobretudo, nas que nos fizeram manter o contato e a amizade. Apesar do convívio constante no tempo do colégio, estes três dias em Colônia foram a primeira coisa que a gente fez em dupla, porque o dia em que eu dormi na casa dela ela esqueceu, então não conta!
Uma das coisas mais interessantes ao encontrar alguém depois de tanto tempo são as diferenças que saltam. Ou que não saltam! Segundo ela, tirando o cabelo curto e a segurança (!), estou do mesmo jeito. Ela, pra mim, tirando a linguagem corporal de européia que incorporou, continua do mesmo jeito. Por outro lado, como a gente conversou coisas que nunca conversou com 12 ou 15 anos! E como a gente riu das besteiras de 12 e 15 anos! Diferenças que saltaram e que me fizeram muito bem.
Hoje ela foi embora e estou aqui vivenciando aquela nostalgia do primeiro dia depois de uma despedida, mas amanha passa! Como não poderia ser diferente e pra deixar com cara de filme, a gente combinou um encontro daqui a exatos 12 anos. Mesmo sem saber o que de fato vai acontecer daqui pra lá, gostaria muito de poder ver as diferenças que saltarão ou não saltarão depois dos próximos 12 anos.
Susy Almeida
Colônia, 05.10.08
Esquisita sensação, não é?
ResponderExcluirSempre me pergunto isso -na maioria das vezes com medo- mas sempre fico impressionada de como as coisas funcionam. Nossa, ainda lembro das tuas aulas e dos teus chiados.
De quando entrei naquela sala e pensei:
- Putz, pensei que a professora fosse alemã e mais velha.
Assim como lembramos de como éramos ha três anos e nos vemos hoje... Dá um frio na barriga de imaginar como será o depois...